EDUCAÇÃO INFANTIL
 
  • BERÇÁRIO
  • MATERNAL I E II
  • PRÉ I E II
  ENSINO FUNDAMENTAL
 
  • 9 ANOS
   
  • História, missão e valores
  • Infra-estrutura
  • Corpo docente
  • Localização
  • Fale conosco
   
  • Informes aos paes
  • Cardápio mensal
  • Agenda cultural
  • Aniversariantes do mês
  • Artigos
 
Sistema de Ensino
 
 
 
Página inicial    
Fique por dentro - Artigos
 
Índice de artigos  
 
Pequenos mordedores
1 A 3 ANOS

 

Morder é uma forma de expressão, uma fase passageira.

Mas exige, desde a primeira vez, a ação dos pais.

 
Quando você menos espera, nhac! Seu anjinho ainda está mamando e já ataca seu peito sem piedade, com uma mordida daquelas, experimentando o uso e a força dos primeiros dentinhos. Você pode não ter se dado conta, mas os dentes são o primeiro recurso que a criança ganha e que pode ser usado para intervir no ambiente, para mostrar aos outros que ela tem presença ativa.

As mordidas podem começar assim. Depois, seu filho morde os brinquedos, como uma forma de exploração. Mais crescido, porém, pode usar a mordida para expressar descontentamento, fazendo vítimas entre os amiguinhos, os avós ou até mesmo a babá e a professora.
"Por não articular bem as palavras, a criança dessa idade exprime- se por meio do corpo e dos gestos. Para ela, morder é uma forma natural de mostrar ao outro que está com raiva", afirma a psiquiatra Lidia Strauss, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O que fazer

As mordidas são uma fase passageira. No entanto, mesmo que pareçam de brincadeira e não machuquem ninguém, não devem, jamais, ganhar aprovação. Caso contrário, a criança pode pensar que o que fez é bom.

A mãe de Sabrina resolveu apenas não dar bola para as primeiras mordidas que a filha, com 1 ano e meio, deu em algumas pessoas da família. Até que a menina mordeu seu seio quando estava sendo amamentada. "Eu a repreendi, dizendo que tinha me machucado. Ela começou a chorar, percebendo que eu fiquei triste, e nunca mais mordeu ninguém", conta a engenheira química Jaqueline Tomita.

Palavras como "dói" e "não pode" são a melhor reação para orientar a criança a não morder. Segundo a psiquiatra Lidia, alongar as explicações não adianta, porque o filho dessa idade não entende. "Aos poucos, ele aprende a reconhecer os sinais dos pais que indicam o que não deve fazer."

Mordidas demais

Com o tempo, também, a criança aprende outras formas de se expressar e deixa as mordidas de lado. Se isso não acontecer a partir dos 3 ou 4 anos, e seu filho continuar a usar a mordida para aliviar tensões, é melhor ficar atenta. "Toda criança pode se alterar momentaneamente, por exemplo, numa brincadeira. Mas mordidas demais sinalizam agressividade sem controle", diz Lidia. Se a ação se repetir com freqüência, a médica aconselha a procurar a ajuda de um profissional.

Luciana Blumenthal, psicóloga do CAD, Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento.

Maria Irene Maluf, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp

 
Seu filho morde porque...está insatisfeito e quer mostrar isso;

• quer demonstrar força e ver a reação que provoca;

• não tem vocabulário suficiente para se expressar.


Você deve...

• conter tal comportamento sempre, impedindo que ele morda;

• dizer a ele que isso pode machucar as pessoas;

• procurar orientação se as mordidas se tornarem rotina.

 
Mordida com afeto não dói. Será?
 

Eles são amorosos, encantadores, ingênuos mas também gostam de empurrar e até morder!

Quando o assunto é defender um brinquedo ou mesmo mostrar insatisfação, as crianças pequenas muitas vezes não hesitam em dar uma bela dentada no amiguinho.

Muitos são os casos de mães e pais que ao buscar seu filho na escolinha, surpreenderam-se com as marcas de mordida.

Uma situação nada agradável para todos os envolvidos na história.

Os especialistas aconselham os pais a não valorizar demais estas agressões. Eles afirmam que, até os quatro anos de idade, elas são normais.

"Nesta fase, as crianças ainda não entendem a existência do outro e toda forma de explorar o mundo passa pela boca, é a chamada fase oral. Muitas vezes o bebê morde apenas para testar os limites do outro, para ver o que acontece. Em outras situações, quando se sente contrariado, a mordida é uma forma de mostrar sua agressividade, já que ainda não sabe se expressar de outra maneira" explica Luciana Blumenthal, psicóloga do CAD, Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento.

Ela acrescenta que conforme as crianças crescem, elas aprendem a controlar suas emoções e a se expressar através da fala, deixando a mordida de lado. "O importante é que tanto a escola quanto os pais saibam usar este momento para ensinar à criança regras de convivência", completa.

No Berçário, professores e auxiliares são orientados a intervir e ensinar às crianças os limites e o respeito ao outro sempre que algo assim acontece. "Para a criança que mordeu, explicamos que o que ela fez não é algo bom, que machucou e deixou o amiguinho triste e falamos para ela pedir desculpas. Para a criança mordida, dispensamos carinho e atenção" relata Fabiane Boyadjian Guimarães, coordenadora pedagógica de Berçário. Ela diz que apesar do acompanhamento dos professores, às vezes não é possível evitar que algum aluno acabe sendo mordido.

"Quando isto acontece informamos os pais sobre o ocorrido na agenda do aluno, mas não revelamos o nome da criança que mordeu", conta. A escola também convida os pais das crianças envolvidas para uma conversa quando são orientados sobre a melhor forma de agir nesta situação. "Contamos a eles que este tipo de comportamento é natural nesta fase da vida e que eles devem incentivar seus filhos a se expressar de outra forma, através de gestos ou palavras, por exemplo. Mas também é importante investigarmos o que o aluno está vivenciando em casa. Houve um caso de um aluno que mordeu o coleguinha e depois ficamos sabendo que os pais brincavam com ele em casa com mordidinhas carinhosas. Ou seja, para aquela criança morder era uma brincadeira", comenta.

Mesmo com as orientações, Fabiane revela que às vezes alguns pais cobram explicações e ações da escola. "Houve um caso, em que uma mãe me ligou perguntando qual a punição que seria dada ao aluno de dois anos que havia mordido seu filho. Expliquei a ela que não trabalhávamos desta forma".

Apesar de na maioria das vezes a mordida fazer parte do desenvolvimento natural da criança, a psicopedagoga Maria Irene Maluf, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp, alerta que, em alguns casos, este comportamento pode sinalizar um problema de ordem emocional. "Se estas mordidas passam a ser freqüentes, a criança pode estar insatisfeita, ansiosa, com sentimento de rejeição e tenta chamar a atenção através da agressividade. Quando isto acontece, a família e a escola precisam acompanhar de perto essa criança, ter atenção para detectar o porquê. Falta carinho e atenção? Como é a estrutura familiar? E dependendo do caso, é importante buscar a ajuda de um psicólogo", orienta.

 

Luciana Blumenthal, psicóloga do CAD, Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento.

Maria Irene Maluf, psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp

 
Índice de artigos  
 
 
 
Rua Ruy Barbosa, 325 - Centro - São Bernardo do Campo - Próximo ao Poupatempo - 11 4332-4700
 
   
Desenvolvimento